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Manoel Sergio Valim

1/4/2010

RJ: Combate nas favelas

Combato o consumo de drogas químicas, que sei haver sido jogadas contra a juventude internacionalmente para desviá-la do combate social que travava, durante o período da guerra do Vietnã. E este consumo cresce de maneira avassaladora.

Mas se todo o dinheiro movimentado pelas drogas no Brasil ficasse nas favelas, estas estariam entre as áreas mais ricas da cidade.

Isto significa, segundo compreendo, que o traficante de drogas da favela é apenas a ponta do galho, que a grande parcela dos favelados envolvidos com drogas químicas são apenas os bois de piranha do tráfico, “negócio” que movimente anualmente trilhões de dólares.

Mas para onde vai a grande parcela do lucro com o tráfico? Quem realmente lucra com isto, se não são os favelados, os marginalizados sociais? Onde estão estes manipuladores?

Eles o Sr. Sérgio Cabral não combate, deles não quer saber, o que faz com que seu combate às drogas seja socialmente seletivo, atacando apenas a ponta favelada da rede.

Então, o Sr. Cabral não está combatendo e sim, baseando-se no tráfico para travar um combate social, contra o favelado. Caso contrário, sua polícia estaria investigando toda a rede.

Neste modelo, que estimula a delinqüência de jovens em todas as camadas sociais, os das favelas são as maiores vítimas, movidos pela revolta, pela carência, pela falta de oportunidades, por não ver horizontes.

Já na segunda década do século passado, no Brasil, a questão das drogas era compreendida como de saúde pública. Mas, questões de saúde parece não despertar maior interesse do Sr. Cabral e sua equipe de governo e as “bocas” se multiplicam.

O modelo político vigente, através da mídia e outros meios, busca enfraquecer ou destruir valores culturais populares, visando substituí-los por mediocridades ou coisa nenhuma. Destroem referências para a população, buscam estilhaçar sonhos e esperanças da juventude para condicioná-la, degradam a qualidade de vida de milhões de seres humanos e buscam esconder a existência de outras formas de vida em sociedade.

E não vamos nos esquecer que o consumo de drogas químicas multiplicou-se por muito, quando os senhores do poder a nível internacional estimularam seu consumo durante algum tempo, visando distorcer os caminhos de jovens que travavam lutas justas.

Então, as drogas não foram enraizadas na sociedade por marginais, sendo que o número de jovens que se tornam dependentes é gigantesco, inclusive nas residências de muitos senhores do poder.

E restam duas importantes perguntas: Por que o Sr. Cabral não investe em formas que visem afastar os jovens das drogas? Por que este combate aos favelados, tentando condicioná-los?

Enquanto isso, milhões de jovens são destruídos pelas drogas químicas, sendo que o Sr. Cabral afirma que esta é uma questão de polícia, nas favelas, e os cadáveres de jovens se multiplicam.

                                                                                                    Manoel Valim


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