Paulo Ramos: Venda da Varig
foi "um crime de lesa pátria”
Por Marcelo Bernardes (do Monitor Mercantil)
O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga a venda da Varig, irá comprovar que tudo não passou de uma "grande maracutaia e um crime de lesa pátria". Além disso, constará que ocorreu uma grande "orquestração que passou por decisões dos do governo federal, pelo processo de recuperação judicial e a utilização de "laranjas" na compra da companhia aérea.
A informação foi dada ao MONITOR MERCANTIL pelo presidente da CPI, deputado estadual Paulo ramos (PDT), para quem o relatório final, que será votado pelo plenário da Casa no mês de agosto, terá grandes desdobramentos, não apenas no Ministério Público Federal, mas também pela Receita Federal, Banco Central (BC) e pela Polícia federal.
"Não é possível que um caso de tamanha dimensão fique sepultado em função da relação daqueles que foram os autores. Nós não conseguimos quebrar o sigilo bancário, telefônico e fiscal do Marco Antônio Audi, Marcos Raftel e do Luiz Galo(responsáveis pela operação). Apesar da CPI ter poder para fazer isso, os investigado conseguiram no Tribunal de Justiça uma liminar que estamos tentando derrubar", comentou, acrescentando que a quebra do sigilo é de fundamental importância para que a PCI possa estabelecer a origem do dinheiro de cada um, isoladamente, entrou no negócio com cerca de US$ 6 milhões.
Para o deputado, a venda da Varig pode ser considerada um negócio surpreendente. O grupo, liderado pelo chinês Lap Chan, comprou a empresa por cerca de US$ 20 milhões e, oito meses depois, vendeu por algo em torno de US$ 320 milhões. "Já temos outros meios de provar todas essas irregularidades. Só não posso revelar agora porque algumas informações ainda estão sendo cotejados e que passa pela recuperação judicial. O relatório será contundente e mostrará que a venda da Varig foi um grande escândalo".