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PDT celebra dia 17/6 os 30 anos da Carta de Lisboa

8/6/2009

Os 30 anos da “Carta de Lisboa”, documento básico para a reorganização do Trabalhismo no Brasil após a ditadura militar, serão celebrados no próximo dia 17/6, a partir das 18h30m, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro por iniciativa do Vereador Leonel Brizola Neto, da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), seção Rio de Janeiro; da JS-PDT do Rio de Janeiro e da direção do PDT-RJ, com apoio do Movimento dos Aposentados e Pensionistas (Mapi).
 
Os signatários da Carta, que participaram do encontro realizado em Lisboa entre os dias 15 e 17 de junho de 1979, estão sendo convocados para a solenidade que deverá contar com a presença do presidente nacional da FLB-AP e também Secretário Nacional do PDT, Manoel Dias; a direção regional do PDT, as bancadas estadual e municipal, e também diversas personalidades políticas convidadas.
 
Os participantes do Encontro de Lisboa, que reuniu Trabalhistas que viviam no exílio, como Leonel Brizola e os Trabalhistas do Brasil - durou três dias com o objetivo de refundar o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), dissolvido pela ditadura em 1966 – ano em que foram criados o MDB e a Arena. Organizado por Leonel Brizola, o Encontro de Lisboa contou com o apoio do então presidente de Portugal, o socialista Mário Soares.
 
Brizola iniciou a reorganização do PTB logo após sua volta do exílio, mas o general Golbery do Couto e Silva, com a ajuda dos juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em manobra espúria – não permitiu que Brizola ficasse com o PTB, entregue a Ivete Vargas. Legítimo herdeiro das lutas de Getúlio Vargas, Alberto Pasqualini e João Goulart – Brizola foi obrigado a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Mas antes, de público, rasgou a sigla PTB escrita em um pedaço de papel e chorou. Gesto que levou Carlos Drummond de Andrade, cronista do “Jornal do Brasil” na época, a escrever um belo poema reportando o gesto de Brizola.
 
Ao longo da sua vida política no Brasil, depois do exílio, Brizola tentou resgatar a sigla PTB das mãos dos políticos conservadores que passaram a controlá-la, mas sem sucesso. Brizola nunca desistiu da sigla PTB até a sua morte, em 2004.  no dia 17 às 18h30m

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