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Lupi: candidatura de Wagner Montes fortalece o PDT

Ascom PDT
27/1/2010

PDT reuniu mais de 600 militantes
Em encontro na Baixada Fluminense
 
Partido discutiu estratégias de nomes para eleições
 
O presidente licenciado do PDT e ministro do Trabalho Carlos Lupi participou em São João do Meriti neste sábado (23/01) da primeira grande reunião de mobilização e discussão do partido em 2010, quando proclamou a sua convicção de que o nome do Deputado estadual Wagner Montes “é o melhor instrumento para fortalecer o partido no Rio de Janeiro”.
 
Lupi disse também que não será candidato, continuará no Ministério até o final do mandato de Lula, porque ficando em Brasília ou viajando pelo Brasil, tem condições de defender melhor os trabalhadores. “Fortalecer o partido é uma das minhas missões,” enfatizou, para honrar a memória de Leonel Brizola.
 
Mais de 700 dirigentes e militantes do PDT participaram do encontro organizado por Carlos Correia, Secretário do PDT-RJ, realizado no auditório do Colégio Fluminense. Além de Carlos Lupi, a reunião teve a presença do Deputado José Bonifácio, presidente em exercício do Diretório Estadual e superintendente estadual do MTE, dos deputados estaduais Wagner Montes e Olney Botelho, além deputado federal Carlito Brizola; da presidente do Secretaria Nacional do Movimento Negro, Edialeda Salgado do Nascimento e do presidente da Força Sindical no Rio de Janeiro, Francisco Dal Pra, entre outros pedetistas.
 
O encontro de São João teve como foco a atuação do partido no processo eleitoral deste ano e os presentes ouviram com a atenção  Lupi que, entre outras considerações, analisou a sucessão no Rio:
 
“O nome do companheiro Wagner Montes é sem dúvida a nossa grande arma nestas eleições, mas o PDT tem que avaliar muito bem essa questão, porque o Wagner pode fazer mais de 500 mil votos como deputado estadual, elegendo-se brilhantemente e contribuindo para a ampliação de nossa bancada. Nas pesquisas, seu nome aparece em primeiro lugar entre os possíveis candidatos à Assembléia, razão pela qual temos que ter o maior zelo ao definir como usaremos as nossas armas no embate eleitoral”, afirmou Lupi.
 
Ele lembrou que o partido “já é o segundo em número de filiados em todo o país e aqui no nosso Estado, por conta de nossa história, não podemos abrir mão da função que nos cabe, de protagonistas do processo político porque não podemos ser trampolim para ninguém. Temos que aproveitar o momento eleitoral para dizer ao povo trabalhador fluminense o que ele já sabe: o PDT está onde sempre esteve, ao lado dos humildes, honrando as bandeiras de Vargas, de Jango e de Brizola”.
 
Lupi aproveitou a oportunidade para relembrar grandes momentos do partido: “Nossa história é a história do Trabalhismo, de Jango, de Brizola, da Educação, da Saúde, do Desenvolvimento, da Cultura. Nós somos a própria história do povo trabalhador do Rio de Janeiro e isto nos custou e ainda custa, muito. Quem não se lembra da perseguição implacável da mídia a Leonel Brizola? Da fraude eleitoral, que começou nas eleições de 1982 e que, estou convencido, teve seu momento culminante em 1989, quando nos tiraram do segundo turno na eleição presidencial?”
 
Ele acrescentou:
 
“Mas se é verdade que esta perseguição sempre vai existir, não é menos verdade que a ela sempre resistiremos, porque representamos o povo. Nosso partido tem momentos de baixa e momentos de alta. Já chegamos a ter 42 deputados federais e em outro momento tivemos apenas oito, mas nunca abrimos mão de nossos princípios e de nossa disposição de luta. E é com esta mesma disposição de lutar, que vamos para as ruas para eleger uma grande bancada de deputados para a Assembléia Legislativa e para a Câmara Federal agora em 2010.”
 
Lupi lembrou que o partido foi vitima de muita traição e abandono: “Muita gente nos deixou. Quando Brizola morreu, diziam: o PDT acabou, o PDT morreu. Pois bem, esta reunião aqui em São João é mais uma resposta que damos: estamos vivos, somos uma força atuante na política nacional e continuamos honrando o legado de Brizola, discutindo nossas questões e nos fortalecendo para a luta em prol de uma sociedade mais justa”.
 
Neste quadro de coerência e defesa dos mais humildes, Lupi denunciou a ação do atual governador Sérgio Cabral: “É inadmissível que nossos irmãos morram nos morros com essa política de matança de Sérgio Cabral que pode agradar a empresários, mas que agride a nossa natureza. Nós entendemos e defendemos os menos favorecidos, este é um compromisso histórico do PDT. Brizola sempre ousou na defesa do povo brasileiro e temos a obrigação de ousar também”.
 
Ao encerrar, Lupi afirmou: “Sou cria de Leonel Brizola, getulista, janguista e brizolista. Brizola me ensinou que o PDT não é partido de ninguém, mas de todos. Não podemos nunca botar o partido embaixo dos braços. Aqui é uma casa de discussão, de polêmica e finalmente de convergência na defesa do povo trabalhador. Temos a obrigação de cultuar a memória de Brizola, suas bandeiras e sua história, em todos os nossos atos. Essa tem que ser a nossa principal linha política. Nosso trabalho não é convidar para festa, mas para a luta. Somos um partido em que não somos todos iguais, aqui as pessoas divergem e procuram caminhos comuns. Mas não podemos deixar que forças externas nos dividam: temos história, temos nossos compromissos e antes de sair deste microfone quero dizer mais uma coisa: o maior orgulho que tenho é lutar para honrar a memória de Brizola”.


Wagner Montes à disposição do PDT: “Sou um soldado do partido”
 
 
O Deputado Wagner Montes começou o seu pronunciamento lembrando seus laços afetivos com a Baixada Fluminense e a alegria por estar em São João de Meriti:
 
“Tenho muito orgulho de ser de Caxias, de ser Beija-Flor e de ter muitos amigos na Baixada. Com relação à questão de ser ou não ser candidato, quero abrir meu coração: estou aqui me colocando sem vaidades como soldado do partido. Estou em primeiro lugar e não é só para deputado estadual. Estou em primeiro lugar nas pesquisas para governador, para senador e, também, na audiência da televisão. Mas estou aqui como filiado do PDT e deputado que na assembléia procura sempre ouvir os mais experientes”.
 
Sobre as eleições passadas, Wagner relatou que “na minha ampanha  tive mais de 100 mil votos com apenas dois automóveis rodando e 10 placas. Claro que a televisão ajudou, mas foi uma campanha pobre que me rendeu votos em função de minha popularidade. Sou assíduo, chego cedo na Assembléia, trabalho muito e tenho muita honra em exercer o mandato. Nestes anos todos tenho trabalhado nesta direção. Agora, nas eleições, o partido é que tem que decidir e eu obedecerei”, afirmou.
 
Wagner reiterou: “Faço questão absoluta de ouvir o partido. Posso ser um puxador de legenda, porque tenho amigos no Estado inteiro. Estou aqui hoje para discutir e muitos que me criticam não estão aqui. Quanto a uma candidatura ao governo, lembro que trabalho há trinta anos na televisão. Sou um profissional, querido pela população e, graças a Deus, bem sucedido. Vou perder dinheiro se tiver que me afastar de minhas atividades na televisão como e tenho que pensar em minha sobrevivência, porque sendo candidato ao Executivo tenho que deixar de trabalhar onde sempre trabalhei, mas confio na liderança do Lupi e estou à disposição do partido. Em primeiro lugar, para mim, vem o partido. É responsabilidade do PDT definir a minha vida: posso ficar muito bem ou ser jogado na cova dos leões. Mas estou disposto a enfrentar o que tiver que enfrentar. Não tenho medo de nenhum dos candidatos. Boa parte da militância me apóia nesta briga e contarei com ela. Se entrar, é pra ganhar. Como sou “perneta”, não posso vacilar, nem perder tempo e não quero prejudicar o partido. Portanto, vamos ver o que vamos fazer”, finalizou Wagner Montes.
 

Brizola Neto: "A voz da rua é a voz do povo"
 
O deputado federal Brizola Neto elogiou a atuação de Wagner Montes e lembrou que “a voz da rua é a voz do povo e se ele está em primeiro lugar, não é a toa. É fruto do seu trabalho na Assembléia honra o partido”, afirmou, concordando com os que pedem que a questão do lançamento do nome do deputado para o governo seja muito bem avaliada.
 
 “Leonel Brizola tinha capacidade de olhar os fatos e tomar decisões que fossem o  melhor para todos. De modo que temos que, também nisto, seguir os ensinamentos de nosso líder maior”, argumentou.
 
Ele também criticou o governo estadual, observando que “é inadmissível o partido pensar em se aliar com um governador que persegue trabalhadores e concorda com a matança indiscriminada nas favelas”:
 
-- Não podemos concordar com a política de violência, inversa à de Brizola. Violência não se resolve com violência, mas com educação. Violência só gera mais insegurança. Não temos que ter medo de falar isto e criticar o governo Cabral, assinalou.
 
O deputado estadual Nei Botelho foi outro que elogiou o trabalho de seu colega Wagner Montes na Assembléia: “Sempre ao lado do povo trabalhador e combatendo os bons combates”, frisou.
 
Já o presidente em exercício do Diretório Estadual do PDT, José Bonifácio reafirmou a importância do encontro para os pedetistas para afinar posições e trabalhar pelo entendimento geral, respeitando a liderança de “nosso líder mais importante que é Carlos Lupi”.
“É importante deixar as divergências pessoais de lado porque o futuro do PDT está em jogo”, advertiu. Carlos Correia, anfitrião, lembrou que o PDT é um partido vivo e presente que retomou, na reunião, a discussão das grandes questões que desafiam o país. “Saímos fortalecidos para lutar pela vitória”, afirmou.
 
Convidado, o prefeito de São João do Meriti, Sandro Matos falou das dificuldades da prefeitura, dos desabamentos que atingiram a Baixada Fluminense com as recentes chuvas, cumprimentou os presentes e reafirmou que seu coração é pedetista. O encontro prosseguiu com a formação de Grupos de Trabalho que começaram a se reunir para discutir e apresentar sugestões que serão submetidas às instâncias partidárias.
 
Foram os seguintes os grupos compostos:
 
ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA, coordenado por Domicio Gonzaga e Maria Luiza; QUESTÃO DO TRABALHO, coordenado por Djalma e João Moreira; COMUNICAÇÃO, sob a coordenação de Osvaldo Maneschy; DIREITOS HUMANOS E SEGURANÇA PUBLICA, Edialeda do Nascimento e Coronel Ubiratan; MEIO AMBIENTE, coordenado por Elma La Fuente;
QUESTÃO DO NEGRO, coordenado por Luiz Eduardo; JUVENTUDE, coordenado pelo vereador Pierre de Nova Friburgo e EDUCAÇÃO, coordenado pelos professores Álvaro Bastos e Solange.
 
COMUNICAÇÃO
 
O Grupo de Trabalho de Comunicação divulgou, já no final do encontro, sugestões que incluem uma indicação para que o deputado Wagner Montes assuma integralmente o horário eleitoral destinado aos deputados estaduais, fazendo campanha para todos – evitando assim a divisão do tempo, em pequenas inserções que não permitem a veiculação de nenhuma mensagem devido a exigüidade do tempo.
 
A sugestão foi feita pelo atual Secretário de Governo de Búzios, Jânio Mendes e de Felipe Peixoto, o vereador mais votado de Niterói. Também foi aprovada pelo Grupo de Trabalho uma indicação no sentido de que o PDT profissionalize cada vez mais a sua estrutura de comunicação interna, com ênfase na internet.
 
Outra indicação foi no sentido de o partido formalizar o seu apoio às conclusões da recente Conferência Nacional de Comunicação – especialmente a necessidade de existir um controle social sobre a mídia para impedir manipulações da informação.  (Antonio Oseas e OPM)

 

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